Para quem gosta de rock’n’roll in natura, com levadas de bateria simples e certeiras, o Rival Sons é a pedida certa. Formado em 2008 na cidade de Los Angeles, na Califórnia, o grupo tem uma pitada de Deep Purple e uma porção bem generosa de Led Zeppelin.
Logo em seu primeiro álbum, "Before The Fire", a banda mostrou a que veio, fazendo um blues rock bastante interessante. São inegáveis os rompantes de Led Zeppelin (em especial pela voz de Jay Buchanan remeter diretamente a Robert Plant), Cream, The Who, Mountain e Grand Funk Railroad que pipocam a todo instante, seja de forma crua ou mais elaborada.
Desde sua formação, o Rival Sons segue se consolidando como uma das principais bandas de rock da atualidade. Mesmo vivendo numa época cada vez menos analógica, o som deles não tem nada de modernoso. Muito pelo contrário. Desde o lançamento do álbum "Lightbringer" (2023), a banda comprova que os caras estão aqui para reforçar uma fase dourada da música mundial, principalmente do rock, onde o único objetivo é fazer música de qualidade e extraída do fundo da alma.
Ouvindo canções como "Sweet Life", qualquer amante de rock consegue entender que o Rival Sons é uma banda espelhada nos anos 70. No entanto, o som deles é muito variado e uma música seria incapaz de decifrar a mensagem da banda. "Sweet Life não é necessariamente indicativa do que Lightbringer é. Na real, essa música é muito diferente do resto do álbum", afirma o vocalista Jay Buchanan, em entrevista exclusiva ao site Rock On Board.
Tudo que é bom deveria vir em dobro. E no caso do Rival Sons, isso quase sempre acontece. Em 2019, o grupo soltou um combo de canções fantásticas que renderam um vinil duplo sensacional, chamado "Feral Roots" [eleito o melhor disco de rock do ano por jornalistas e críticos de rock brasileiros]. Em 2023 eles decidiram lançar logo dois discos no mesmo ano, que no fim das contas, acabaram se complementando. O ótimo "Darkfighter" saiu primeiro e rendeu elogios em toda mídia especializada por manter a fórmula de hard setentista com pitadas de blues, e depois chegou "Lightbringer", com apenas 6 canções, mas que seguem um roteiro sonoro parecido. Buchanan conta que os álbuns foram divididos de forma temática e que o estado de espírito foi determinante para essa divisão. "Darkfighter é sobre uma jornada muito difícil. Quando você escuta o disco abrindo com "Mirrors", você já entende. É um disco que fala sobre perda de identidade, recuperação de identidade, lutar, perseverar, sobre não desistir mesmo que seja difícil. A escolha de fechar o disco com "Darkside" não foi por acaso. Essa canção é sobre ver outra pessoa desistir. É quando vocês estão juntos num lado negro, e você vê a pessoa que está do seu lado caindo, mas você precisa continuar", explica Jay. "Já Lightbringer tem muito a ver com o fim dessa jornada. Tem muito sobre o retrospecto e o reflexo de ter passado por isso. Lightbringer tem muito sobre crescimento. É sobre o crescimento pessoal como resultado disso e quando você ouvir estas músicas, acredito que terá um contexto", complementa o vocalista.
O Rival Sons já trabalha em seu próximo álbum de estúdio e Jay Buchanan está empolgado em oferecer o melhor possível. Durante entrevista ao The Sound Lab, o vocalista falou sobre a expectativa para fazer um disco que esteja de acordo com a história da banda.
Em março, o vocalista lançou o álbum solo "Weapons of Beauty". O trabalho conta com uma sonoridade mais intimista em comparação ao Rival Sons, oferecendo arranjos predominantemente acústicos. O músico também participou do filme "Springsteen: Salve-me do Desconhecido", que chegou aos cinemas ano passado e está disponível no streaming Disney+.