A banda Nação Palmares surgiu em 2013, fruto das experiências musicais de Ed Salú (vocal e guitarra) e Wagner Galvão (bateria). O projeto ganhou corpo com a entrada dos músicos: Schandler Farias (baixo), Luz Duarte (teclado), Thais Duarte (vocal e guitarra), Mavi Brown (backing vocal) e Márcio Chapra (guitarra solo).
O nome da banda foi uma idéia do pesquisador social Ari Consciência, em referência ao Quilombo dos Palmares, o maior quilombo das Américas, símbolo de luta e liberdade.
A proposta musical da Nação Palmares é fortemente influenciada pelo reggae jamaicano das décadas de 1970 e 1980, em diálogo com o reggae contemporâneo nacional. Suas composições retratam, de forma crítica e poética, as contradições da sociedade que afetam a vida do homem comum — como desigualdade social, direitos humanos e justiça.
Com trajetória marcada por participação em movimentos sociais, culturais, festivais, feiras, universidades, programas de TV e rádio, a banda já soma mais de 60 apresentações em Alagoas, incluindo duas passagens pelo palco da Semana da Consciência Negra em União dos Palmares.
Residente na periferia de Maceió, no bairro Santa Lúcia, a Nação Palmares lançou em 2016 seu primeiro EP e dois clipes oficiais, sendo que atualmente, a banda está em estúdio finalizando o novo álbum “Periferia é o Lugar”, que reafirma sua identidade e raízes.
A sonoridade do grupo une ritmos brasileiros, africanos e jamaicanos, passeando ainda pelo rock, blues, jazz, soul e pela diversidade da música negra, com influências de Peter Tosh, Jacob Miller, Bob Marley, Jimmy Cliff, Steel Pulse, UB40, Aswad, Gilberto Gil, Tribo de Jah, Edson Gomes, Sine Calmon, Adão Negro, Ponto de Equilíbrio, e a banda Vibrações de Alagoas.