Pioneiros na mistura do rock com a música eletrônica, e responsáveis pelo nascimento do indie rock nacional, a banda Harry sempre andou na contramão do óbvio.
Formada em 1985, em Santos, a banda lançou seu primeiro EP em 1987. Em 1988, lançaram o álbum Fairy Tales, incensado por toda a crítica especializada, e em 1991, o álbum Vessel’s Town.
O primeiro lançamento em CD foi a coletânea Chemical Archives, em 1995, com quatro novas faixas, além de faixas espalhadas em coletâneas no Brasil, na Inglaterra e na Alemanha.
Em 2005, toda a sua discografia, mais 27 faixas inéditas ganharam um luxuoso box, intitulado Taxidermy, com um livreto com a biografia da banda, além de uma análise faixa por faixa.
Com a formação original, Johnny Hansen (guitarras e vozes), Cesar Di Giacomo (bateria) e Richard K. Johnsson (teclados), e mais dois reforços, Lee Luthier (baixo) e Marcelo Marreco (guitarra), a banda regravou sete músicas do clássico álbum de 1988, Fairy Tales, além de nove musicas inéditas, compostas entre 1985 e 2011. Electric Fairy Tales foi produzido e lançado pela própria banda em 2017, com tiragem limitada e não foi reimpresso, se tornando outro item de colecionador como os outros. O disco foi gravado totalmente elétrico, resgatando a sonoridade do início de carreira, antes da entrada dos sintetizadores.
Infelizmente, a gravação do álbum antecedeu o falecimento do guitarrista e vocal Johnny Hansen, em abril daquele mesmo ano.
Ainda em 2017, foi produzido o documentário "O Caos no Céu Cinza", que conta a saga do Harry, mostrando porque a banda é considerada seminal da cena eletrônica do Brasil.
Misturando guitarras pesadíssimas, harmonias vocais à la Beatles, e canções melodiosas, o som do Harry beira, às vezes, o inclassificável, embora a maioria dos críticos o situe entre o pós-punk e o power pop.